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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Osteoartrite? Descubra como a Viscoestimulaçao pode te ajudar!

Se você foi diagnosticada com osteoartrite (OA), saiba que não está sozinho. A osteoartrite é o tipo de artrose mais comum em todo o mundo.

Como se manifesta a AO no joelho?
Em um joelho sadio a cartilagem e o líquido ao redor protegem os ossos e permitem a perfeita movimentação do joelho. Assim você pode andar, correr, pular e todos os impactos serão amortecidos por esta estrutura.

Entretanto, na osteoartrite o tecido cartilaginoso que protege as extremidades dos ossos envolvidos vai se deteriorando gradativamente, o líquido que antes protegia contra os golpes da movimentação perde sua capacidade de absorver os impactos, e finalmente os ossos começam a atritar-se entre si causando dor, rigidez e perda dos movimentos do joelho.

Quais são as causas?
É uma doença de causa multifatorial, ou seja, não existe um uma única causa, senão alguns fatores que podem estar intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença:
  • Idade: o risco aumenta a partir dos 45 anos de idade;
  • Gênero: é mais prevalente em mulheres;
  • Hereditariedade: se alguém em sua família sofre de AO a probabilidade de que te afete aumenta;
  • Lesão: o esforço repetitivo e de alto impacto ao longo do tempo pode levar ao desenvolvimento da OA;
  • Sobrepeso: excesso de carga sobre os joelhos pode desencadear o processo inflamatório.

Tratamento
Apesar de ser uma doença tão difundida e que causa grandes limitações no dia-a-dia, não se pode dizer que a OA possua um tratamento curativo ou definitivo. O que é importante é a constância, qualquer que seja o tratamento prescrito por seu médico.

As primeiras medidas a serem tomadas é a modificação de hábitos relacionados às causas descritas anteriormente. O exercício físico moderado pode ser um bom começo pra a aumentar a mobilidade e fortalecer a musculatura que suporta a zona da articulação. Além disso, ajuda na perda de peso diminuindo a sobrecarga sobre o joelho.

Dentre os tratamentos farmacológicos que podem ser prescritos pelo seu médico estão:

Analgésicos: indicados para o alívio da dor, apenas devem ser utilizados pontualmente e não são uma opção a longo prazo, já que não tratam a causa e podem levar a efeitos secundários como dor gastrointestinal.

Anti-inflamatórios: o uso oral de anti-inflamatórios está indicado em casos mais leves e para alívio de episódios pontuais de dor. Existe uma variedade no mercado em diferentes apresentações e tempo de ação.

Viscosuplementos: são injeções intra-articulares de uma substância semelhante ao líquido da articulação afetada e podem proporcionar um alívio de 3 meses a um ano. A aplicação pode ser feita em alguns minutos e o paciente pode voltar à casa no mesmo dia. Primeiro o médico limpará a região e aplicará um aanestesico local, retirará qualquer excesso de líquido de sua articulação e então injetará o viscosuplemento. Com os Viscosuplementos há menos efeitos secundários a nível sistêmico já que sua ação é local. Os efeitos locais são leves e passageiros.

Esteroides: o tratamento com esteroides injetados na articulação proporciona um alívio a curto prazo, porém seu uso constante está relacionado à danificação da cartilagem.

Cirurgia: a substituição total ou parcial do joelho (artroplastia) é o último recurso, quando a dor já não pode ser controlada com medicação. Trata-se de uma intervenção maior e como qualquer outra cirurgia envolve riscos, além de uma recuperação prolongada.

Faça seguimento...
A OA é uma doença crônica, por isso a importância de manter um contato constante com seu médico a fim de controlá-la adequadamente. Tire suas dúvidas e solicite informações sobre os tratamentos disponíveis ao seu profissional de saúde de confiança.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Em harmonia com o corpo da mulher

Contracepção é um tema recorrente e que, apesar de ser amplamente discutido nos meios de comunicação, muitas vezes nos passa uma informação superficial. Junto à isso, a ciência não pára, e os lançamentos no mercado pode nos deixar ainda mais confusos e em dúvida na hora de escolher o melhor método.

É certo que hoje em dia Profissionais da saúde necessitam dedicar ainda mais tempo de seus dias para se manterem atualizados e poder oferecer o melhor tratamento ao seu paciente. Mas também os pacientes, com acesso à infinidade de informação que a internet proporciona, pode e deve, fazer uso consciente desta ferramenta: levando ao seu médico suas dúvidas e comentários.  Lembrando que toda informação não deve ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir a relação médico-paciente

Em se tratando de inovação em contracepção oral, falaremos do primeiro e único comprimido anticoncepcional com estrogênio natural: Qlaira da Bayer (valerato de estradiol e dienogeste). O primeiro componente é um estrogênio que, ao ser absorvido pelo corpo, torna-se uma molécula idêntica ao hormônio produzido pelo organismo feminino. O dionegeste, componente progestagênico, possui características muito semelhantes às da progesterona produzida pela mulher. Com o hormônio idêntico ao natural temos diversas vantagens:
  • as chances de efeito colateral sao bem menores
  • menos dias de sangrado 
  • diminuem os riscos de esquecimento
  • seu principal benefício é que possui um efeito metabólico neutro, ou seja, que não gera modificações negativas no perfil lipídico, de coagulação e de tolerância à glicose, matendo esses níveis dentro da normalidade.
  •  além disso, seu efeito metabólico sobre o fígado é menos prejudicial, já que o valerato de estradiol é um estrógeno menos potente que o etinilestradiol.
Mas nao é por isso que pode ser usado por qualquer mulher, a avaliaçao médica é sempre necessária!

A cartela vem com 28 comprimidos que vão mudando de composição de acordo com a fase do ciclo a fim de mimetizar o máximo possível um ciclo natural. Por isso, as ações a serem tomadas diante de um esquecimento também variam dependendo do período do ciclo. É um medicamento sem pausas, e deve ser tomado todos os dias, o que diminui os erros no início da próxima cartela.

Seu uso pode ser prolongado para mulheres que não possuem riscos nem histórico de tromboembolismo venoso (TEV). Apesar de que com estrogênio natural, reduzem-se as possibilidades de eventos tromboembólicos, Qlaira pode não ser indicado para quem tem histórico de TEV.

Qlaira não fica acumulado no organismo e não impossibilita uma gestação futura. Quando houver desejo de gravidez, basta a interrupção do uso e a fertilidade volta em alguns meses.

Hoje em dia muitos contraceptivos trazem benefícios que vão além da contracepção, e esses são fatores chave para a escolha da mulher e decisão médica.



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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Síndrome dos Ovários Policísticos Nova abordagem terapêutica

No último domingo o programa Fantástico exibiu uma reportagem sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOPC). Atualmente já existem alguns tratamentos que não foram abordados na matéria.



A síndrome do ovário policístico (SOPC) é o nome dado a uma condição na qual as mulheres com ovários policísticos apresentam um ou mais sintomas adicionais.

Nem todas as mulheres com ovários policísticos apresentam a SOPC, mas todas as mulheres com SOPC tem ovários policísticos. O ovário policístico é um sinal e não uma doença.

Diagnóstico
Obviamente o diagnóstico deve ser feito pelo médico. E, segundo a OMS, o diagnostico deve se basear não só em sinais histoanatômicos, mas também em análises laboratoriais com dosagem de hormônios para descartar a presença de outros quadros patológicos que também apresentam os mesmos sintomas: acne na fase adulta, obesidade, dificuldade para engravidar, resistência à insulina.

Uma forte indicação de SOP é a relação entre hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH) ser maior do que 2. Esses dois hormônios "reprodutivos" influenciam no desenvolvimento do folículo e na regulação do momento da ovulação.

Outro dado importante é a resistência periférica à insulina muitas vezes presentes em mulheres com a síndrome. Estudos mostraram que há uma deficiência de Inositol em mulheres que não ovulam. O Inositol, é utilizado para formar compostos (segundos mensageiros) que a célula necessita para regular diferentes funções enviadas por hormônios, como a insulina.

Tratamento
Um tratamento que vem tendo muito êxito no mercado europeu é a reposição de Inositol para aquelas diagnosticadas com a síndrome e que querem engravidar. Uma associação de Inositol e Ácido fólico (2000 mg Inositol / 200 µg Ácido fólico), vitaminas do grupo B, que melhora as alterações hormonais e metabólicas, regula os ciclos menstruais e melhora a fertilidade.

Não há um tratamento definitivo da SOP e portanto há diferentes abordagens terapêuticas com base nos sintomas e o período de reprodução das mulheres (com ou sem o desejo de gestação).

O enfoque em um complemento alimentício que restabeleça os níveis adequados de Inositol no organismo, parece trazer resultados satisfatórios com o mínimo de efeitos adversos.



Vale a pena perguntar ao seu médico!
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