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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Juventude e a Síndrome do intestino irritável (SII)

A população jovem é sempre associada à saúde e vitalidade. Realmente, é uma fase em que damos o máximo no trabalho, nos estudos e também na vida social. Porém a realidade da população ativa ultimamente tem se modificado. O acúmulo de atividades estressantes, o dia-a-dia corrido e a sensação de que somos capazes de fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, está levando o jovem a um esgotamento fisiológico.

Uma das doenças da modernidade, que não é exclusiva desse grupo da população, mas que tem apresentado número de casos cada vez mais crescentes, é a Síndrome do Intestino Irritável (SII).
Vamos conhecer um pouco mais dessa patologia e seus sintomas. Talvez comece aqui a solução para os sintomas que antes você achava não ter relação!

O que é a SII?
É um transtorno digestivo de natureza crônico e extremamente prevalente, 15-20% da população de todo o mundo na sociedade ocidental. Associa a presença de dor abdominal e alterações na defecação: diarreia ou prisão de ventre juntamente com dor.

Como dito ao princípio, afeta principalmente a população jovem, e é ainda mais dominante em mulheres.

A SII normalmente vem associada a outros fatores como:
  • Stress;
  • Infecções gastrointestinais: quando a pessoa tem uma predisposição o risco de desenvolver a SII pode aumentar;
  • Fatores genéticos;
  • Hábitos alimentares;
  • Alergias alimentares.

Como a SII se desenvolve?
As morbidades relacionadas acima, quando não tratadas de forma adequada, desencadeiam um processo de micro inflamação nas células da mucosa intestinal com alteração da flora bacteriana, que exerce um importante papel na correta fisiologia da digestão. Ao microscópio, observam-se mastócitos hiperativos na flora intestinal destes pacientes o que indica a existencia de uma alteraçao patológica.



Diagnóstico e tratamento:
O diagnóstico se baseia em sintomas incomuns, como pode ser a dor ao defecar, ou a dor abdominal associada à constipação intestinal, e o tratamento é bem amplo: não existe um fármaco específico para a SII.

Devido à estes fatores o paciente tem um tratamento ineficiente e resultados muitas vezes reduzido, levando à uma baixa qualidade de vida.

Por tratar-se de uma síndrome funcional o tratamento baseia-se em tratar o sintoma mais evidente, seja ele a diarreia ou a constipação intestinal:

  • A primeira modificação que deve ser instaurada é uma reeducação dietética. É importante conhecer a existência de alergias alimentarias que muitas vezes estão associadas ao desencadeamento da SII;
  • Terapias alternativas como fitoterápicos, acupuntura, não tem seu uso devidamente comprovado para a SII, apesar de existir uma infinidade de preparados de plantas com efeitos paliativos sobre alguns sintomas;
  • Espasmolíticos: são fármacos como boa opção para o tratamento da dor, apesar de não ser uma solução definitiva para o paciente;
  • Loperamida: com uso sintomático;
  • Fármacos moduladores da fisiologia seletiva (agonistas e antagonistas da serotonina) intestinal como Alosetron, Tegaserod; têm sido relacionado à bons resultados.
  • Anti-depressivos tricíclicos, inibidores da receptação de serotonina: tratamento a longo prazo (mín. 6 meses).
  • Complementarmente, estão disponíveis nas farmácias preparados com pro e prebioticos que regulam a flora intestinal, trazendo mais conforto e regularidade ao processo digestivo.


Ao tratar-se de uma síndrome que engloba fatores psicossociais o melhor a fazer é reavaliar que estilo de vida você está levando e diante de qualquer suspeita consulte sempre seu médico de confiança para que te indique o melhor tratamento!
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Diarreia de verão

Os casos de diarreia aumentam absurdamente durante o verão. E as principais vítimas são as crianças pequenas, causando enjoo, febre e desidratação.



A infecção intestinal (viral ou bacteriana) pode ser evitada cultivando-se os bons hábitos de higiene já que a principal forma de transmissão é o contato com saliva e fezes contaminadas.

Além disso a conservação dos alimentos também pode ficar comprometida com as altas temperaturas, o que ajuda a proliferação das bactérias que atacam o intestino.

Se as medidas preventivas não foram suficientes e a diarreia já se instalou, o principal é manter a criança hidratada: agua, sucos, água de coco. Outra medida é proporcionar ao paciente um local arejado e fresco.

Qualquer medicamento para cortar a diarreia deve ser evitado no quadro agudo e persistente da criança. A evacuação é um mecanismo de defesa do organismo, no intuito de eliminar o agente infeccioso. Seu uso pode ser perigoso e causar complicações.

Por outro lado, os agentes antidiarreicos profiláticos agem como restauradores da flora intestinal fisiológica, sendo indicados para os pequeninos e disponíveis na versão pediátrica.

Siga estas simples dicas e passe um verão sem enjoos!


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