quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dermatite de Fralda ocorre tanto em Bebês como em Adultos

As idades são distintas, mas a abordagem é a mesma. Antes pensávamos que fralda era coisa de criança, porém, com o aumento da expectativa de vida, houve também um aumento da manutenção da qualidade de vida do idoso. Se bem a população de idosos tenha aumentado no Brasil, a qualidade de vida que disfrutam nem sempre é a ideal. Cada vez mais pacientes adultos com incontinência urinária acudem aos consultórios e farmácias com a dermatite típica dos bebês.



A dermatite ocasionada pelo uso de fraldas pode causar dor, mal estar e até mesmo evoluir para quadros de infecções secundarias. Por isso a importância de um cuidado diário e preventivo a fim de que micro-organismos oportunistas não se desenvolvam na região afetada.

O primeiro sinal de alarme é o surgimento de vermelhidão na pele, tanto na pele do bebê quanto na pele do idoso. Sempre é melhor priorizar o tratamento preventivo e com a utilização de dermocosméticos (produtos de barreira ou similares) ao invés do tratamento farmacológico, quando o quadro assim o permitir.

Farmacêuticos, normalmente, são muito procurados por este problema e podem fazer uma primeira avaliação e identificar quais casos devem ser derivados ao médico. Para isso o farmacêutico deve estar bem treinado. Sinais de sobre infecção, úlcera por pressão, lesões que não se cicatrizam há mais de 7 dias, são alguns indicativos de derivação ao médico.

Nos casos leves, pode-se orientar desde a farmácia. Atualmente existem diversos produtos cosméticos no mercado que podem prevenir e solucionar os casos mais leves. Preparações hidratantes, emulsões protetoras, sabões neutros estão entre o arsenal que se pode indicar a partir da farmácia. A regra de escolha da melhor preparação é sempre a de hidratar a pele caso esteja seca, e utilizar pastas secantes com alto poder absorvente caso haja umidade excessiva na região. As preparações oclusivas atualmente já não são tão recomendadas. Nos últimos anos, com a aparição de tensoativos menos irritantes, permitiu o desenvolvimento de formulações fluidas com proporções de oxido de zinco que nos permite aplicar de forma fácil, tanto para prevenir como para tratar.


Seguindo o protocolo adequado, o farmacêutico pode agregar valor ao seu atendimento, fidelizar o cliente e incrementar as vendas evitando a prática de “empurrar” produtos desnecessários ao paciente.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Outubro Rosa


O mês é dedicado ao combate do câncer de mama em todo o país.
Segundo especialistas, a prevenção é o primeiro passo no combate à doença.

  • Sintomas
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Somente seu médico pode realizar o diagnóstico!
  • Prevençao
Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal, são modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.
Evidências científicas sobre a relação entre alimentos, nutrição, atividade física e prevenção de câncer podem ser consultadas no resumo traduzido para o português pelo INCA. O Sumário Executivo Políticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil dá continuidade à publicação anterior, apontando prioridades e perspectivas de ações para prevenção do câncer

  • Tratamento

O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, suas características biológicas, bem como das condições da paciente.
As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:
-           Tratamento local: cirurgia e radioterapia
-           Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

Os medicamentos de quimioterapia que se empregam com maior frequência contra o câncer de mama em fase inicial incluem antraciclinas (como doxorrubicina/Adriamycin® e epirrubicina/Ellence®) e os taxanos ( como paclitaxel Taxol®  e docetaxel/Taxotere®). Estes, podem ser utilizados em combinação com outros medicamentos como fluorouracil (5-FU) e ciclofosfamida (Cytoxan®). Existem muitos outros medicamentos utilizados no tratamento do câncer de mama. A escolha de um deles ou a combinação ideal deles será definida pelo médico oncologista de acordo com cada caso.

Assim que diagnosticado, você tem direito ao início do tratamento pelo SUS no prazo máximo de 60 dias, a partir do diagnostico – Lei 12.732/12.

Durante todo o mês de outubro diversas ações acontecerao por todo o país. Palestras, mamografias, instruções sobre o auto exame e muito mais.

Confira a programação especial no seu estado e não fique de fora!




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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O que é uma vacina e como elas funcionam?

Apesar de ser um temido remedio, as vacinas sao a forma mais efetiva de evitar certas doenças e proteger as pessoas que convivem com quem é imunizado.

A vacinação é uma das medidas mais eficazes de saude pública para a prevençao de importantes doenças que afetam a todos os cidadaos, especialmete as crianças e adolescentes.

Atualmente e graças às pesquisas na área da saúde, as vacinas são muito eficazes e seguras. Os governos estadual e federal, sabem de sua importância e dispões de um Programa de Vacinaçao, que incluem: BCG-Formas graves da Tuberculose, Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b, Poliomelite, Sarampo, Rubéula, Meningite, Febre Amarela, Caxumba, Pneumococo, Virus do Papiloma, Humano.

É imprescindível seguir corretamente a agenda de vacinação, com seguimento médico pediatra. Todas as doses devem ser completadas como preconiza o Ministério da Saúde para que tenha eficácia.

Afinal o que é uma vacina?
As vacinas são substâncias introduzidas no corpo em vários períodos da vida, principalmente infância e adolescencia para proterger contra determinada doenças.

Como as vacinas funcionam?
Quando temos uma infecçao, o corpo reage produzindo substâncias chamadas anticorpos, responsáveis por “lutar” contra a doença e permanecem no organismo para proteger contra futuras infecçoes pelo mesmo agente causador. As vacinas fazem com que o corpo produza estas mesmas substâncias (anticorpos) sem desenvolver a doença.

Quanto tempo dura a proteçao das vacinas?
A maioria das vacinas com uma ou várias doses funcionam para a vida toda. Porém, algumas como tétano e difteria necessitam um reforço para recuperar a dose adequada.

Quando se devem vacinar as crianças?
A primeira vacinaçao infantil se aplica no momento do nascimento: BCG e Hepatite B. A partir daí serao administradas aos 2 meses, 4 meses, 6 meses, 9 meses e 12 meses. Se alguma dose for esquecida, será informado no próprio centro de saúde.

As vacinas produzem alguma reação?
Como qualquermedicamento, as vacinas podem ocasionalmente produzir alguma reaçao, como febre moderada. Reaçoes mais extremas são muito raras.

Onde posso vacinar?

Segundo o Ministerio da Saude as vacinas do calendário de vacinaçao estao disponíveis em todos os Centros de Saude espalhados pelo país.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Produtos para Disfunçao Erétil sao os mais vendidos no Brasil

Segundo dados do Instituto IMS Health, no ano passado um dos medicamentos sob prescriçao medica mais vendidos nas farmácias brasileiras foram os produtos para disfunçao erétil. As marcas líderes no mercado sao Cialis® e Viagra®, existem ainda as versoes genéricas.

Com princípios ativos que agem de forma similar, diferenciando sobretudo pelo tempo de ação mais prolongado do Cialis® (tadalafila), os medicamentos para disfunção erétil se disseminaram amplamente desde sua entrada no mercado, sendo inclusive alvo de falsificações e vendas por internet, o que é proibido pela ANVISA e pode colocar em risco a saúde do paciente.

A tadalafila atua restaurando a funçao erétil deteriorada mediante o aumento do fluxo sanguíneo do pênis pela inibiçao seletiva da fosfodiesterase-5 (PDE-5).

Os inibidores da PDE-5 estao contraindicados em pacientes com infarto agudo do miocardio, angina instável, angina de esforço, insuficiência cardíaca, arritimias não controladas, hipotensão (pressão arterial < 90/50 mmHg), hipertensão arterial não controlada, histórico de acidente isquêmico cerebral, em pacientes com insuficiência hepática grave e pessoas com histórico de neuropatia óptica isquêmica ou com transtornos hereditários degenerativos da retina tais como retinitis pigmentosa.

Este principio ativo (inibidor seletivo da PDE-5) apresenta numerosas interações com outros medicamentos, podendo aparecer reaçoes adversas graves que devem ser tomadas em consideração, como as cardiovasculares, já que seu consumo está associado à infarto agudo do miocárdio, angina, arritmia ventricular, palpitações, taquicardias, acidente cérebro vascular, inclusive morte súbita cardíaca, que teve maior incidência em pacientes com antecedentes de fatores de risco cardiovascular.


Apesar do apelo comercial, assim como qualquer outro medicamento, os medicamentos disfunção erétil são passíveis de reações adversas e o tratamento deve ser sempre supervisionado por um médico. 


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domingo, 28 de setembro de 2014

A bebida alcoólica altera o efeito do medicamento?

Essa é uma dúvida recorrente e que pode variar muito dependendo do tipo de medicamento.

Todo medicamento apresenta uma farmacocinética, ou seja, um determinado tempo para exercer sua ação, ser metabolizado eliminado pelo organismo. A bebida alcoólica, também possui sua cinética no organismo e pode interferir com a ação do medicamento: retardando ou acelerando-a, prejudicando o tratamento.

Veja a seguir como cada tratamento pode ser influenciado pela ingesta de bebidas:
Antidepressivos: agem diretamente no sistema nervoso central. O álcool também tem ação central e pode deixar a pessoa mais estimulada no início, mas logo após passar o efeito da bebida, o paciente diagnosticado com depressão pode sentir-se mais pra baixo e a depressão pode voltar com mais força, associada aos sintomas de ressaca e cansaço que a bebida pode provocar.

Antibiótico: o álcool compete com o antibiótico pela mesma via do metabolismo, assim a concentração do fármaco que chega ao sangue não é suficiente para alcançar o efeito desejado. O grande perigo dessa mistura é a possibilidade de resistência do microrganismo ao antibiótico.

Anti-inflamatórios: tanto a bebida quanto o medicamento são metabolizados pelo fígado, portanto, além de haver uma sobrecarga deste órgão também haverá uma aumento da eliminação do medicamento pelo organismo. Dessa forma o medicamento terá menor tempo de ação e o efeito observado será inferior ao esperado.

Analgésico e anti-térmicos: existem vários tipos e, dependendo da natureza lipo ou hidrofílica da molécula a velocidade de eliminação pode ser mais lenta ou mais rápida na presença de bebidas. Vamos dar dois exemplos mais comuns o paracetamol e a dipirona, ambos terão eliminação mais rápida e consequentemente um efeito menor.

Corticóides: são medicamentos de natureza lipídica, derivados do colesterol, são normalmente metabolizados mais lentamente e a bebida pode prejudicar os efeitos esperados.

Anticoncepcionais: faz parte do grupo de moléculas de natureza lipídica, tal como os corticoides e anabolizantes. Têm eliminação lenta, podem ficar 24 horas no organismo antes de serem eliminados. Quando ingeridos com a bebida o tempo pode ser reduzido à metade. Mesmo que a mulher tome no horário correto a pílula pode não estar evitando uma gravidez.


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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Uma simples aspirina para a dor de cabeça!

Hoje vamos falar de um dos medicamentos mais comuns e difundidos por toda a população. Quem quer que seja, alguma vez com algum tipo de dor de cabeça já lançou mão de um comprimido de ácido acetil salicílico (AAS), a famosa Aspirina ®.

Sintetizada pela primeira vez em 1853, foi o primeiro anti-inflamatório não esteroide e analgésico comercializado em grande escala. Posteriormente foi demonstrado que o AAS era capaz de suprimir a produção de prostaglandinas e tromboxanos, o que permitiu a abertura de seu uso em baixas doses como antiagregante plaquetário. Hoje em dia, esta descoberta certamente é o que compensa comercialmente a entrada de diversos outros analgésicos mais modernos, eficazes e seguros que foram sendo lançados ao longo dos anos, competindo com a grande fatia de mercado que possuía AAS.

A dor de cabeça pode estar relacionada a diversos fatores:
  • alterações emocionais;
  • tensões;
  • esforço físico;
  • alimentação.

É um dos sintomas dolorosos mais comuns e a maior causa de falta no trabalho.

Para conhecer melhor o que desencadeia a sua dor de cabeça e o melhor tratamento a ser prescrito, é muito importante que se faça um diário com todas as características que se observou ao longo do processo de desencadeamento e assim você possa informar melhor o seu médico. Além disso, o diário também servirá para se descartar o diagnostico de enxaqueca, que pode parecer o mesmo mas não é!


Apesar de ser um medicamento vendido sem prescrição, e parecer inofensivo, seu uso indiscriminado pode ter reações adversas e complicaçoes como qualquer outro remédio. Sempre consulte seu farmacêutico ou médico e esteja atento às orientações da bula.


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sábado, 20 de setembro de 2014

Alerta: Paracetamol Associado a Reaçoes Dermatologicas Graves

Após uma revisão das notificações recebidas pelo FDA, a Agencia Reguladora Americana lançou um alerta sobre a associação do uso de paracetamol à reações dermatológicas graves, como: Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica e Pustulose Generalizada Exantemática Aguda..

As reações podem ocorrer em qualquer fase do uso. Alguns pacientes apresentam as reações no primeiro contato com o medicamento, outras, que já o utilizam, podem apresentar a qualquer época.

Pelo fato de ser um medicamento amplamente difundido, e utilizado em diferentes frequências pelos pacientes (uns fazem uso contínuo, outros esporádicos) é difícil determinar a frequência com que as reações dermatológicas graves ocorrem.

Recomenda-se a suspensão do uso assim que se percebam os sintomas, procure atenção médica e não utilize o medicamento no futuro.


O FDA está requisitando que a fabricantes de medicamentos que contenham o paracetamol incluam em suas bulas as informações sobre possíveis reações dermatológicas. A ANVISA reforça que o usuário notifique qualquer suspeita através do sistema Notivisa.


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