quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Uso de Medicamento Experimental no Tratamento de Ebola

Há algum tempo atrás escrevi sobre como é o procedimento de pesquisa e registro de um novo medicamento para que ele seja comercializado. O processo que pode durar anos não acompanha a velocidade com que certas epidemias se alastram pelo mundo, como é o caso atual do Ebola.


Dois laboratórios (Fujifilm Holdings e Mapp Biopharmaceutical) têm se dedicado à pesquisas para um novo medicamento que possa combater o Ebola. Um deles, a Mapp Biopharmaceutical, revela ter enviado unidades disponíveis de seus medicamentos não homologados para que sejam utilizados nas regiões africanas mais acometidas pela doença. Já a Fujifilm Holdings possui o registro do medicamento para uso como antigripal.


Atualmente não existe nenhum medicamento especifico para a doença e, diante da iminente pandemia, a Organizaçao Mundial de Saúde tem debatido a utilização de medicamentos sem registro para combater o surto.

A questão gera polêmica, sobretudo pelo ponto de vista ético. Por um lado nos defrontamos com a morte de mais de 1300 pessoas somente na Africa desde o início da epidemia. Por outro, os promissores resultados que apresentaram nos dois norte-americanos submetidos ao tratamento com o protótipo, e a morte do padre espanhol submetido, ao que tudo indica, ao mesmo tratamento.


Além da polêmica ética, de se utilizar ou não medicamentos sem registro, (sabe-se que muitos morrem de ebola sem ter ebola) a falta de acesso às mínimas condições de higiene, falta de água potável, de materiais descartáveis, de profissionais de saúde e hospitais, levam muitos a se infectarem por qualquer coisa e apresentarem os mesmo sintomas de ebola. Na falta de possibilidades de diagnóstico e tratamento para todos, muitos são simplesmente isolados. Com isso, nasce também a polêmica do que vale mais a pena? Investir em infraestrutura e educação para prevenir futuras epidemias? Ou desenvolver um medicamento que trate a doença, deixando esgoto a céu aberto e hospitais fechados como vem ocorrendo, ou seja, de investir em prevençao?

Esta é uma complexa questao que muitas vezes se deparam governantes e empresários, no intuito de encontrar a soluçao para um problema delicado, influenciado também por interesses políticos, econômicos e socio-culturais.


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Primeira vacina contra dengue pode ser lançada em 2015

Estima-se que de 50.000.000 a 100.000.000 de pessoas por ano contraem dengue. A doença, pode causar altas temperaturas e intensa dor nas articulações e músculos. Nos casos mais graves, a infecção provoca a febre hemorrágica, caracterizada por sangramento, levando ao quadro de choque, que pode ser fatal.

O número de casos de dengue vem aumentando rapidamente em todo o mundo, em parte por causa da urbanização, já que o mosquito transmissor da doença está bem adaptado a zonas urbanas. A dengue já não é mais uma doença restrita às zonas tropicais, nos países em desenvolvimento, está migrando para os países industrializados em zonas mais temperadas.

Uma vacina experimental contra a dengue que vem sendo desenvolvida pela Sanofi (uma empresa farmacêutica francesa) revelou ser cerca de 60% eficaz em seu segundo grande ensaio clínico, envolvendo 20.875 crianças com idades entre 9 a 16 de vários países da América Latina e do Caribe. Os resultados podem abrir caminho para a primeira campanha do mundo contra a doença, que tem se tornando uma ameaça crescente.

A vacina é um vírus de febre amarela, enfraquecido, que é geneticamente modificado para produzir proteínas a partir dos quatro subtipos de vírus de dengue. O esquema de vacinação é dividido em três doses ao longo de um ano.

O estudo revelou que a vacina foi mais eficaz em pessoas previamente expostas à dengue. Aqueles que receberam a vacina também tiveram um risco 80,3 por cento menor de serem hospitalizadas por dengue em comparação com as crianças que receberam injeções de placebo.

Há previsão de o processo para aprovação da comercialização da vacina começar no primeiro trimestre de 2015 e que já esteja a venda no quarto trimestre do mesmo ano. Os países prioritários seriam México, Brasil e Colômbia e, possivelmente, Singapura e Malásia.

A Sanofi anunciou os resultados em um comunicado à imprensa, dizendo que mais detalhes seriam apresentados em uma conferência médica em novembro e publicado em uma revista. Os testes clínicos ocorreram no Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico.



Fonte: nytimes
Foto: MUHAMMED MUHEISEN / ASSOCIATED PRESS


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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ebola: Organização Mundial de Saúde faz alerta para o agravamento da epidemia.

O surto de ebola que está atingindo a África atualmente é o mais devastador de todos os tempos e já matou centenas de pessoas.

Transmissão
O vírus ebola foi descoberto apenas nos anos 70, nas florestas da África. Acredita-se que o vírus foi introduzido na população humana através do contato direto com órgãos, sangue, secreções ou fluidos corporais de animais infectados. Na África têm sido documentados casos associados à manipulação de chimpanzés, gorilas, morcegos, mcacos, antílopes e porcos infectados, que foram encontrados mortos ou infectados na selva.

Posteriormente, o vírus se espalhou na comunidade através da transmissão de pessoa para pessoa pelo contato direto (através das membranas mucosas ou secreções da pele) com órgãos, sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou por contato indireto com materiais infectados. O vírus passa de uma pessoa para outra, entrando pelas mucosas, como os olhos, por exemplo.

Alguns costumes locais também podem estar contribuindo com a atual epidemia: são as crenças místicas de que o paciente irá melhorar com rezas, bem como em cerimonias fúnebres, onde pessoas têm contato direto com o corpo, e assim uma comunidade inteira é contaminada, a partir de um morto.

Apesar de toda a precaução no atendimento aos doentes, a infecção de pessoal médico para tratar pacientes tem sido predominante quando houve um contato próximo e não foram rigorosamente observadas as precauções de controle de infecção. Hoje, a maior parte dos doentes é atendida pela organização Médicos Sem Fronteiras.

Sinais e sintomas
O Ebola é uma doença viral aguda grave, que é frequentemente caracterizada por início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, que é acompanhada de vômitos, diarreia, erupções cutâneas, renal e disfunção hepática e em alguns casos, a hemorragia interna (como sangramento pelo nariz e pela gengiva) e externa; sintomas bem parecidos com a dengue hemorrágica ou gripe. Os resultados laboratoriais mostram a redução do número de leucócitos e de plaquetas, e aumento das enzimas hepáticas. O período de incubação (desde a infecção para o início dos sintomas) varia de 2 a 21 dias. Quanto mais avançada a doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio. Com o assombroso índice de 90% de mortalidade, não há remédio contra o vírus. Adultos e crianças são igualmente atingidos.

Médicos garantem que o Brasil está preparado para evitar epidemia
Cuidados por médicos protegidos, os americanos levam o ebola para o país, sabendo que podem impedir que o vírus se espalhe. O Brasil também está preparado para evitar uma epidemia, garantem os médicos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.


Fonte: http://www.who.int/






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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Em harmonia com o corpo da mulher

Contracepção é um tema recorrente e que, apesar de ser amplamente discutido nos meios de comunicação, muitas vezes nos passa uma informação superficial. Junto à isso, a ciência não pára, e os lançamentos no mercado pode nos deixar ainda mais confusos e em dúvida na hora de escolher o melhor método.

É certo que hoje em dia Profissionais da saúde necessitam dedicar ainda mais tempo de seus dias para se manterem atualizados e poder oferecer o melhor tratamento ao seu paciente. Mas também os pacientes, com acesso à infinidade de informação que a internet proporciona, pode e deve, fazer uso consciente desta ferramenta: levando ao seu médico suas dúvidas e comentários.  Lembrando que toda informação não deve ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir a relação médico-paciente

Em se tratando de inovação em contracepção oral, falaremos do primeiro e único comprimido anticoncepcional com estrogênio natural: Qlaira da Bayer (valerato de estradiol e dienogeste). O primeiro componente é um estrogênio que, ao ser absorvido pelo corpo, torna-se uma molécula idêntica ao hormônio produzido pelo organismo feminino. O dionegeste, componente progestagênico, possui características muito semelhantes às da progesterona produzida pela mulher. Com o hormônio idêntico ao natural temos diversas vantagens:
  • as chances de efeito colateral sao bem menores
  • menos dias de sangrado 
  • diminuem os riscos de esquecimento
  • seu principal benefício é que possui um efeito metabólico neutro, ou seja, que não gera modificações negativas no perfil lipídico, de coagulação e de tolerância à glicose, matendo esses níveis dentro da normalidade.
  •  além disso, seu efeito metabólico sobre o fígado é menos prejudicial, já que o valerato de estradiol é um estrógeno menos potente que o etinilestradiol.
Mas nao é por isso que pode ser usado por qualquer mulher, a avaliaçao médica é sempre necessária!

A cartela vem com 28 comprimidos que vão mudando de composição de acordo com a fase do ciclo a fim de mimetizar o máximo possível um ciclo natural. Por isso, as ações a serem tomadas diante de um esquecimento também variam dependendo do período do ciclo. É um medicamento sem pausas, e deve ser tomado todos os dias, o que diminui os erros no início da próxima cartela.

Seu uso pode ser prolongado para mulheres que não possuem riscos nem histórico de tromboembolismo venoso (TEV). Apesar de que com estrogênio natural, reduzem-se as possibilidades de eventos tromboembólicos, Qlaira pode não ser indicado para quem tem histórico de TEV.

Qlaira não fica acumulado no organismo e não impossibilita uma gestação futura. Quando houver desejo de gravidez, basta a interrupção do uso e a fertilidade volta em alguns meses.

Hoje em dia muitos contraceptivos trazem benefícios que vão além da contracepção, e esses são fatores chave para a escolha da mulher e decisão médica.



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quarta-feira, 26 de março de 2014

26 de março, Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia

A epilepsia não é transmissível, e é bom conhecer o que há por trás dos tratamentos para que sejam eficazes! Leia e espalhe essa informação. Só assim podemos diminuir o preconceito e conscientizar a população.

O tratamento para a epilepsia pode envolver cirurgia ou medicação. Se as crises são devido a um tumor, vasos sanguíneos anormais ou hemorragia no cérebro, a cirurgia para tratar estes distúrbios podem parar as convulsões.

Os medicamentos para prevenir convulsões, chamados de anticonvulsivantes, podem reduzir o número de crises futuras. Estes medicamentos são tomados por via oral. O tipo de medicação será prescrito dependendo do tipo de crise. Pode ser necessário alterar a dose ao longo do tempo. Você pode precisar de exames de sangue para verificar se há efeitos colaterais.

Sempre tomar a sua medicação na hora certa e como prescrito. Esquecer de uma dose pode causar um episódio de convulsão. Nunca pare de tomar ou alterar medicamentos sem primeiro falar com o seu médico.
Muitos medicamentos para epilepsia causam anomalias congênitas. Mulheres que pretendem engravidar devem informar o seu médico de antemão, a fim de fazer ajustes na medicação. O tratamento pode ser de difícil custeio, confira aqui como obter medicamento de alto custo pelo SUS.

A epilepsia que não melhora depois de tentar duas ou três drogas anticonvulsivantes são chamadas " epilepsia refratária "

A cirurgia para remover as células cerebrais anormais que causam as convulsões podem ser úteis para alguns pacientes. O médico pode recomendar a cirurgia para colocar um estimulador de nervo vago (VNS). Este dispositivo é semelhante a um marca-passo cardíaco e pode ajudar a reduzir o número de convulsões.

Às vezes, as crianças são submetidos a uma dieta especial para ajudar a prevenir convulsões. A mais popular é o cetogênica. Uma dieta baixa em carboidratos, como Atkins, pode ser útil em alguns adultos.

Alterações nos tratamentos médicos ou de estilo de vida podem aumentar o risco de um ataque em uma pessoa com epilepsia. Converse com seu médico sobre:
  • Novos medicamentos, vitaminas ou suplementos;
  • O estresse emocional;
  • Outras doenças, especialmente infecção;
  • Falta de sono;
  • Gravidez;
  • Saltar doses de medicamentos para epilepsia;
  • Uso de álcool ou outras drogas psicoativas;

Pessoas com epilepsia devem usar dispositivos de alerta médico para que possam receber tratamento médico imediato se ocorrer uma convulsão. Além disso deve-se evitar que pacientes com a doença mal controlada dirijam carros ou máquinas. Se recomenda evitar atividades, onde a perda de consciência iria causar grande perigo, como subir em lugares altos, andar de bicicleta e nadar sozinho.

Grupos de Apoio
O estresse causado por ter epilepsia (ou ser responsável por alguém com epilepsia) geralmente pode ser aliviado por aderir a um grupo de apoio. Nesses grupos, os membros compartilham experiências e problemas em comum.


É provável que algumas pessoas com epilepsia possam reduzir ou mesmo suspender seus medicamentos anticonvulsivantes, depois de ter sem crises durante vários anos. Certos tipos de epilepsia infantil podem até ir embora ou ficar melhor com a idade, geralmente no final da adolescência ou início da vida adulta.
Para muitas pessoas, a epilepsia é uma condição que se leva ao longo da vida. Nestes casos, é necessário prosseguir com as drogas anticonvulsivantes. Há um risco muito baixo de morte súbita com epilepsia.
#DiaMundialConscientizaçãoEpilepsia




Fonte: NIH Institutos Nacionales de la Salud
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segunda-feira, 24 de março de 2014

Promissora descoberta: classe de antibióticos para o tratamento da tuberculose resistente aos medicamentos #DiaMundialdaTuberculose

Hoje é celebrado o dia internacional da tuberculose. A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch. 
Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.


Muitas destas mortes são causadas pela ineficácia de antibióticos frente à cepas de bactérias (TB) resistentes. Os dados do estudo publicado no periódico Nature Medicine, em janeiro deste ano, descreve uma nova classe de antibióticos que podem ser eficazes contra a tuberculose (TB) resistente aos medicamentos.

A classe de drogas, denominada Espectinamidas, foi gerado através da alteração da estrutura química do antibiótico espectinomicina , que é ineficaz contra a tuberculose .
Espectinamidas exerce seus efeitos através da ruptura da função ribossômica, e pode ser utilizado em combinação com medicamentos contra a tuberculose já existentes no mercado, por se ligarem a um local ribossômico não partilhada por outras terapias.

No estudo, os pesquisadores usaram desenho baseado em estrutura para alterar a forma como a Espectinomicina se liga ao ribossomo, o experimento identificou três candidatos que se ligam firmemente ao ribossomo e evitam o efluxo de drogas mediado pelo TB.

Os pesquisadores também observaram que as terapias experimentais que eram eficazes contra linhagens de células TB multirresistente, e também que as drogas não eram tóxicas às células de mamíferos cultivadas em cultura.


Os pesquisadores estão atualmente avaliando as novas terapias em combinação com medicamentos novos ou existentes de tuberculose em camundongos.
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quinta-feira, 20 de março de 2014

O que é Cinesiologia

A Cinesiologia , também se aceita o termo quinesiologia, estuda a relação entre os movimentos do corpo humano e saúde. Como técnica terapêutica para tratar dos problemas do sistema  neuro músculo-esquelético.

Cinesiologia usa o chamado teste muscular qualitativo e a linguagem corporal como ferramentas para relacionar , integrar e melhorar os aspectos físicos, emocionais, mentais , educativos, cognitivos, nutricionais e energéticos da pessoa. O teste avalia a capacidade de contração muscular e não forçar o músculo é capaz de efetuar .

A qualidade da reação muscular a diferentes estímulos, situações e contextos permite diagnosticar desequilíbrios de qualquer tipo , incluindo origem psico- emocional estabelecer qual é o verdadeiro problema da pessoa , o que se considera uma unidade composta de muitas peças (estrutura , psique e química ) que estão ligados por meio de energia .




Os fundamentos teóricos da cinesiologia determinar que os músculos estão associados a funções, órgãos e meridianos, conforme estabelecido pela medicina tradicional chinesa . A realizaçao do teste permite apreciar o nível energético do órgão-funçao associado ao musculo cuja reação é avaliada, ao mesmo tempo que mostra como recuperar harmoniosamente o equilíbrio físico , mental e emocional.


Do ponto de vista terapêutico, a cinesiologia usa a acupuntura e a reflexologia como um meio para restabelecer o bom fluxo de energia por todo o corpo.
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