domingo, 28 de setembro de 2014

A bebida alcoólica altera o efeito do medicamento?

Essa é uma dúvida recorrente e que pode variar muito dependendo do tipo de medicamento.

Todo medicamento apresenta uma farmacocinética, ou seja, um determinado tempo para exercer sua ação, ser metabolizado eliminado pelo organismo. A bebida alcoólica, também possui sua cinética no organismo e pode interferir com a ação do medicamento: retardando ou acelerando-a, prejudicando o tratamento.

Veja a seguir como cada tratamento pode ser influenciado pela ingesta de bebidas:
Antidepressivos: agem diretamente no sistema nervoso central. O álcool também tem ação central e pode deixar a pessoa mais estimulada no início, mas logo após passar o efeito da bebida, o paciente diagnosticado com depressão pode sentir-se mais pra baixo e a depressão pode voltar com mais força, associada aos sintomas de ressaca e cansaço que a bebida pode provocar.

Antibiótico: o álcool compete com o antibiótico pela mesma via do metabolismo, assim a concentração do fármaco que chega ao sangue não é suficiente para alcançar o efeito desejado. O grande perigo dessa mistura é a possibilidade de resistência do microrganismo ao antibiótico.

Anti-inflamatórios: tanto a bebida quanto o medicamento são metabolizados pelo fígado, portanto, além de haver uma sobrecarga deste órgão também haverá uma aumento da eliminação do medicamento pelo organismo. Dessa forma o medicamento terá menor tempo de ação e o efeito observado será inferior ao esperado.

Analgésico e anti-térmicos: existem vários tipos e, dependendo da natureza lipo ou hidrofílica da molécula a velocidade de eliminação pode ser mais lenta ou mais rápida na presença de bebidas. Vamos dar dois exemplos mais comuns o paracetamol e a dipirona, ambos terão eliminação mais rápida e consequentemente um efeito menor.

Corticóides: são medicamentos de natureza lipídica, derivados do colesterol, são normalmente metabolizados mais lentamente e a bebida pode prejudicar os efeitos esperados.

Anticoncepcionais: faz parte do grupo de moléculas de natureza lipídica, tal como os corticoides e anabolizantes. Têm eliminação lenta, podem ficar 24 horas no organismo antes de serem eliminados. Quando ingeridos com a bebida o tempo pode ser reduzido à metade. Mesmo que a mulher tome no horário correto a pílula pode não estar evitando uma gravidez.


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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Uma simples aspirina para a dor de cabeça!

Hoje vamos falar de um dos medicamentos mais comuns e difundidos por toda a população. Quem quer que seja, alguma vez com algum tipo de dor de cabeça já lançou mão de um comprimido de ácido acetil salicílico (AAS), a famosa Aspirina ®.

Sintetizada pela primeira vez em 1853, foi o primeiro anti-inflamatório não esteroide e analgésico comercializado em grande escala. Posteriormente foi demonstrado que o AAS era capaz de suprimir a produção de prostaglandinas e tromboxanos, o que permitiu a abertura de seu uso em baixas doses como antiagregante plaquetário. Hoje em dia, esta descoberta certamente é o que compensa comercialmente a entrada de diversos outros analgésicos mais modernos, eficazes e seguros que foram sendo lançados ao longo dos anos, competindo com a grande fatia de mercado que possuía AAS.

A dor de cabeça pode estar relacionada a diversos fatores:
  • alterações emocionais;
  • tensões;
  • esforço físico;
  • alimentação.

É um dos sintomas dolorosos mais comuns e a maior causa de falta no trabalho.

Para conhecer melhor o que desencadeia a sua dor de cabeça e o melhor tratamento a ser prescrito, é muito importante que se faça um diário com todas as características que se observou ao longo do processo de desencadeamento e assim você possa informar melhor o seu médico. Além disso, o diário também servirá para se descartar o diagnostico de enxaqueca, que pode parecer o mesmo mas não é!


Apesar de ser um medicamento vendido sem prescrição, e parecer inofensivo, seu uso indiscriminado pode ter reações adversas e complicaçoes como qualquer outro remédio. Sempre consulte seu farmacêutico ou médico e esteja atento às orientações da bula.


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sábado, 20 de setembro de 2014

Alerta: Paracetamol Associado a Reaçoes Dermatologicas Graves

Após uma revisão das notificações recebidas pelo FDA, a Agencia Reguladora Americana lançou um alerta sobre a associação do uso de paracetamol à reações dermatológicas graves, como: Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica e Pustulose Generalizada Exantemática Aguda..

As reações podem ocorrer em qualquer fase do uso. Alguns pacientes apresentam as reações no primeiro contato com o medicamento, outras, que já o utilizam, podem apresentar a qualquer época.

Pelo fato de ser um medicamento amplamente difundido, e utilizado em diferentes frequências pelos pacientes (uns fazem uso contínuo, outros esporádicos) é difícil determinar a frequência com que as reações dermatológicas graves ocorrem.

Recomenda-se a suspensão do uso assim que se percebam os sintomas, procure atenção médica e não utilize o medicamento no futuro.


O FDA está requisitando que a fabricantes de medicamentos que contenham o paracetamol incluam em suas bulas as informações sobre possíveis reações dermatológicas. A ANVISA reforça que o usuário notifique qualquer suspeita através do sistema Notivisa.


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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Uso de Medicamento Experimental no Tratamento de Ebola

Há algum tempo atrás escrevi sobre como é o procedimento de pesquisa e registro de um novo medicamento para que ele seja comercializado. O processo que pode durar anos não acompanha a velocidade com que certas epidemias se alastram pelo mundo, como é o caso atual do Ebola.


Dois laboratórios (Fujifilm Holdings e Mapp Biopharmaceutical) têm se dedicado à pesquisas para um novo medicamento que possa combater o Ebola. Um deles, a Mapp Biopharmaceutical, revela ter enviado unidades disponíveis de seus medicamentos não homologados para que sejam utilizados nas regiões africanas mais acometidas pela doença. Já a Fujifilm Holdings possui o registro do medicamento para uso como antigripal.


Atualmente não existe nenhum medicamento especifico para a doença e, diante da iminente pandemia, a Organizaçao Mundial de Saúde tem debatido a utilização de medicamentos sem registro para combater o surto.

A questão gera polêmica, sobretudo pelo ponto de vista ético. Por um lado nos defrontamos com a morte de mais de 1300 pessoas somente na Africa desde o início da epidemia. Por outro, os promissores resultados que apresentaram nos dois norte-americanos submetidos ao tratamento com o protótipo, e a morte do padre espanhol submetido, ao que tudo indica, ao mesmo tratamento.


Além da polêmica ética, de se utilizar ou não medicamentos sem registro, (sabe-se que muitos morrem de ebola sem ter ebola) a falta de acesso às mínimas condições de higiene, falta de água potável, de materiais descartáveis, de profissionais de saúde e hospitais, levam muitos a se infectarem por qualquer coisa e apresentarem os mesmo sintomas de ebola. Na falta de possibilidades de diagnóstico e tratamento para todos, muitos são simplesmente isolados. Com isso, nasce também a polêmica do que vale mais a pena? Investir em infraestrutura e educação para prevenir futuras epidemias? Ou desenvolver um medicamento que trate a doença, deixando esgoto a céu aberto e hospitais fechados como vem ocorrendo, ou seja, de investir em prevençao?

Esta é uma complexa questao que muitas vezes se deparam governantes e empresários, no intuito de encontrar a soluçao para um problema delicado, influenciado também por interesses políticos, econômicos e socio-culturais.


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Primeira vacina contra dengue pode ser lançada em 2015

Estima-se que de 50.000.000 a 100.000.000 de pessoas por ano contraem dengue. A doença, pode causar altas temperaturas e intensa dor nas articulações e músculos. Nos casos mais graves, a infecção provoca a febre hemorrágica, caracterizada por sangramento, levando ao quadro de choque, que pode ser fatal.

O número de casos de dengue vem aumentando rapidamente em todo o mundo, em parte por causa da urbanização, já que o mosquito transmissor da doença está bem adaptado a zonas urbanas. A dengue já não é mais uma doença restrita às zonas tropicais, nos países em desenvolvimento, está migrando para os países industrializados em zonas mais temperadas.

Uma vacina experimental contra a dengue que vem sendo desenvolvida pela Sanofi (uma empresa farmacêutica francesa) revelou ser cerca de 60% eficaz em seu segundo grande ensaio clínico, envolvendo 20.875 crianças com idades entre 9 a 16 de vários países da América Latina e do Caribe. Os resultados podem abrir caminho para a primeira campanha do mundo contra a doença, que tem se tornando uma ameaça crescente.

A vacina é um vírus de febre amarela, enfraquecido, que é geneticamente modificado para produzir proteínas a partir dos quatro subtipos de vírus de dengue. O esquema de vacinação é dividido em três doses ao longo de um ano.

O estudo revelou que a vacina foi mais eficaz em pessoas previamente expostas à dengue. Aqueles que receberam a vacina também tiveram um risco 80,3 por cento menor de serem hospitalizadas por dengue em comparação com as crianças que receberam injeções de placebo.

Há previsão de o processo para aprovação da comercialização da vacina começar no primeiro trimestre de 2015 e que já esteja a venda no quarto trimestre do mesmo ano. Os países prioritários seriam México, Brasil e Colômbia e, possivelmente, Singapura e Malásia.

A Sanofi anunciou os resultados em um comunicado à imprensa, dizendo que mais detalhes seriam apresentados em uma conferência médica em novembro e publicado em uma revista. Os testes clínicos ocorreram no Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico.



Fonte: nytimes
Foto: MUHAMMED MUHEISEN / ASSOCIATED PRESS


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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ebola: Organização Mundial de Saúde faz alerta para o agravamento da epidemia.

O surto de ebola que está atingindo a África atualmente é o mais devastador de todos os tempos e já matou centenas de pessoas.

Transmissão
O vírus ebola foi descoberto apenas nos anos 70, nas florestas da África. Acredita-se que o vírus foi introduzido na população humana através do contato direto com órgãos, sangue, secreções ou fluidos corporais de animais infectados. Na África têm sido documentados casos associados à manipulação de chimpanzés, gorilas, morcegos, mcacos, antílopes e porcos infectados, que foram encontrados mortos ou infectados na selva.

Posteriormente, o vírus se espalhou na comunidade através da transmissão de pessoa para pessoa pelo contato direto (através das membranas mucosas ou secreções da pele) com órgãos, sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou por contato indireto com materiais infectados. O vírus passa de uma pessoa para outra, entrando pelas mucosas, como os olhos, por exemplo.

Alguns costumes locais também podem estar contribuindo com a atual epidemia: são as crenças místicas de que o paciente irá melhorar com rezas, bem como em cerimonias fúnebres, onde pessoas têm contato direto com o corpo, e assim uma comunidade inteira é contaminada, a partir de um morto.

Apesar de toda a precaução no atendimento aos doentes, a infecção de pessoal médico para tratar pacientes tem sido predominante quando houve um contato próximo e não foram rigorosamente observadas as precauções de controle de infecção. Hoje, a maior parte dos doentes é atendida pela organização Médicos Sem Fronteiras.

Sinais e sintomas
O Ebola é uma doença viral aguda grave, que é frequentemente caracterizada por início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, que é acompanhada de vômitos, diarreia, erupções cutâneas, renal e disfunção hepática e em alguns casos, a hemorragia interna (como sangramento pelo nariz e pela gengiva) e externa; sintomas bem parecidos com a dengue hemorrágica ou gripe. Os resultados laboratoriais mostram a redução do número de leucócitos e de plaquetas, e aumento das enzimas hepáticas. O período de incubação (desde a infecção para o início dos sintomas) varia de 2 a 21 dias. Quanto mais avançada a doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio. Com o assombroso índice de 90% de mortalidade, não há remédio contra o vírus. Adultos e crianças são igualmente atingidos.

Médicos garantem que o Brasil está preparado para evitar epidemia
Cuidados por médicos protegidos, os americanos levam o ebola para o país, sabendo que podem impedir que o vírus se espalhe. O Brasil também está preparado para evitar uma epidemia, garantem os médicos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.


Fonte: http://www.who.int/






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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Em harmonia com o corpo da mulher

Contracepção é um tema recorrente e que, apesar de ser amplamente discutido nos meios de comunicação, muitas vezes nos passa uma informação superficial. Junto à isso, a ciência não pára, e os lançamentos no mercado pode nos deixar ainda mais confusos e em dúvida na hora de escolher o melhor método.

É certo que hoje em dia Profissionais da saúde necessitam dedicar ainda mais tempo de seus dias para se manterem atualizados e poder oferecer o melhor tratamento ao seu paciente. Mas também os pacientes, com acesso à infinidade de informação que a internet proporciona, pode e deve, fazer uso consciente desta ferramenta: levando ao seu médico suas dúvidas e comentários.  Lembrando que toda informação não deve ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir a relação médico-paciente

Em se tratando de inovação em contracepção oral, falaremos do primeiro e único comprimido anticoncepcional com estrogênio natural: Qlaira da Bayer (valerato de estradiol e dienogeste). O primeiro componente é um estrogênio que, ao ser absorvido pelo corpo, torna-se uma molécula idêntica ao hormônio produzido pelo organismo feminino. O dionegeste, componente progestagênico, possui características muito semelhantes às da progesterona produzida pela mulher. Com o hormônio idêntico ao natural temos diversas vantagens:
  • as chances de efeito colateral sao bem menores
  • menos dias de sangrado 
  • diminuem os riscos de esquecimento
  • seu principal benefício é que possui um efeito metabólico neutro, ou seja, que não gera modificações negativas no perfil lipídico, de coagulação e de tolerância à glicose, matendo esses níveis dentro da normalidade.
  •  além disso, seu efeito metabólico sobre o fígado é menos prejudicial, já que o valerato de estradiol é um estrógeno menos potente que o etinilestradiol.
Mas nao é por isso que pode ser usado por qualquer mulher, a avaliaçao médica é sempre necessária!

A cartela vem com 28 comprimidos que vão mudando de composição de acordo com a fase do ciclo a fim de mimetizar o máximo possível um ciclo natural. Por isso, as ações a serem tomadas diante de um esquecimento também variam dependendo do período do ciclo. É um medicamento sem pausas, e deve ser tomado todos os dias, o que diminui os erros no início da próxima cartela.

Seu uso pode ser prolongado para mulheres que não possuem riscos nem histórico de tromboembolismo venoso (TEV). Apesar de que com estrogênio natural, reduzem-se as possibilidades de eventos tromboembólicos, Qlaira pode não ser indicado para quem tem histórico de TEV.

Qlaira não fica acumulado no organismo e não impossibilita uma gestação futura. Quando houver desejo de gravidez, basta a interrupção do uso e a fertilidade volta em alguns meses.

Hoje em dia muitos contraceptivos trazem benefícios que vão além da contracepção, e esses são fatores chave para a escolha da mulher e decisão médica.



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