quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tratamentos para Refluxo Gastroesofágico RGE

O Refluxo Gastroesofágico (RGE), popularmente conhecido como azia, é um transtorno muito frequente, com alta prevalência, podendo afetar homens e mulheres em qualquer idade da vida.

Este incômodo costuma ser leve e ocasional na maioria dos casos, porém, pode se intensificar provocando lesões na mucosa esofágica originando um quadro mais grave e complexo.

O RGE pode ser definida como todo sintoma desencadeado pelo contato excessivo do material ácido do meio estomacal com a mucosa gastroesofágica.

Porque ocorre o refluxo?
O desencadeamento do refluxo se deve a uma disfunçao da barreira existente entre a união gastresofágica. A função barreira se deve à ação sinérgica de 3 fatores:
  • ângulo de Hiss: que facilita a passagem do alimento até o fundo do estômago;
  • esfincter esofágico inferior: que cria uma zona de alta pressão que obstaculariza a passagem do alimento;
  • piloro diafragmático: que produz um reforço muscular sobre toda esta zona;
  • existem estudos que relacionam também a asma com crises gastroesofágicas.

A disfunção em alguma destas barreiras pode permitir o contato do conteúdo ácido estomacal na região de junção com o esôfago, produzindo o refluxo.
A mucosa gástrica está preparada para um pH ao redor de 1. Já a mucosa esofágica não está preparada para este valor de pH tão ácido. Dependendo do conteúdo, quantidade, tempo e pH do conteúdo a que o esôfago fica submetido, determina a gravidade do refluxo.

Sintomas do RGE
As principais queixas dos pacientes são sensação de ardor (pirosis) e regurgitação ácida. Entretanto, existem alguns sintomas menos frequentes mas que também merecem atenção: disfonia, tosse crônica, e dor no tórax.

O contato contínuo e extremado de conteúdo ácido com a mucosa esofágica pode gerar uma esofagite e causar lesões. Se não forem devidamente tratadas, estas lesões podem produzir fibrosis que geram estenosis esofágicas e ainda, podem obstruir a luz do esôfago, impedindo o fluxo de alimentos. Ou seja, que muitas vezes o que parece algo simples e corriqueiro, assim como muitos sinais que o corpo nos dá, não deve ser deixado de lado, pois as complicações podem ser perigosas e muito mais difíceis de tratar!

Tratamento
Modificaçoes no estilo de vida podem ter bons resultados:
  • aumentar o numero de refeições ao dia;
  • redução de peso em caso de obesidade;
  • elevar o colchão ou cama para que a cabeça fique levemente acima do restante do tronco, 15cm aprox.
  • diminuição do consumo de álcool.

Fármacos existentes no mercado
Os principais fármacos podem ser agrupados em três classes:
  • Antiácidos e inibidores da secreção gástrica (antiácidos, IBPs, antiH2, etc);

Os IBPs  (omeprazol, pantoprazol... ) são os medicamentos mais eficazes e de primeira escolha. São pro-fármacos com ação de inibir a bomba de prótons no estomago, assim, reduzem tanto a secreção ácida basal como a induzida por alimentos.

Os antiácidos possuem a capacidade de neutralizar o ácido produzido pelo estômago e inibir a enzima proteolítico pepsina.

Os antagonistas H2 suprimem a secreção ácida pelo bloqueo dos receptores H2 da histamina, seus principais representantes são ranitidina e famotidina. Um fator negativo deste tipo de medicamento é que produz certa tolerância com seu uso continuado no período aproximado de 2 semanas.
  • Agentes antirrefluxo (alginatos); São agentes antirrefluxo de ação local, portanto, devem ser tomados assim que aparecerem os síntomas, logo depois das refeiçoes.
  • Agentes procinéticos (metoclopramida, domperidona, cinitaprida, etc.); Sua açao aumenta o tonus do esfincter esofágico e facilita o esvaziamento gástrico. Entretanto nao sao os medicamentos de primeira escolha, já que não apresentam benefícios em relação aos demais.

 Seu farmacêutico ou médico seguramente saberá, através de uma entrevista detalhada, indicar, ou o melhor tratamento para seu caso, ou a procura de um especialista.
Leia Mais ››

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Como funcionam os medicamentos para Ácido Úrico

Mais uma vez, os maus hábitos alimentares, somados aos fatores genéticos podem ser uma combinação explosiva para nossa saúde. Neste post, vamos falar sobre  doenças com algo em comum, a gota, artrite gotosa e cálculo renal; que têm uma mesma causa (altos níveis de ácido úrico no sangue).

Resultante do metabolismo de um tipo de proteína no nosso organismo, chamada purina, o ácido úrico está presente no sangue em níveis considerados normais e exercem importante papel bioquímico. Em um indivíduo com as funções renais normais, este metabólito é eliminado pela urina e não costuma trazer danos à saúde.

Entretanto, em pessoas com a função renal debilitada, o ácido úrico pode se acumular. Os pequenos cristais se acumulam principalmente nas articulações, podendo causar artrites e nos casos mais avançados, gota; e nos rins, causando as terríveis e dolorosas pedras nos rins. Os elevados níveis de ácido úrico no sangue também podem levar à insuficiência renal.

Para verificar o quadro de hiperuricemia, seu médico pode solicitar a realização de um exame de sangue que mede a concentração de ácido úrico no sangue.


Os medicamentos existentes no mercado podem ser divididos basicamente em:
  • os que inibem a produção de ácido úrico: alopurinol

Atua sobre o catabolismo das purinas, inibindo as reações bioquímicas que geram o ácido úrico. O alopurinol é um análogo estrutural de uma base púrica natural e atua como inibidor da enzima responsável pela reação que gera o ácido úrico.

  • os que aumentam a sua excreção: probenecide e sulfinpirazona

A probenecida é um agente uricosúrico e bloqueador tubular renal. Ela inibe a reabsorção tubular de urato, aumentando, assim, a excreção urinária de ácido úrico e diminuição dos níveis de urato de soro. Uma eficaz eliminação de ácido úrico reduz os acúmulos do mesmo no organismo, retarda a deposição de urato, e promove a reabsorção dos depósitos de urato.

Após ser filtrado pelo glomérulo, o ácido úrico é reabsorvido e secretado nos túbulos proximais. Menos de 10% da quantidade filtrada é eliminado na urina. A sulfinpirazona atua em nível renal, impedindo que o ácido úrico seja reabsorvido pelos túbulos renais.

Esta família de fármacos trabalha inibindo a reabsorção de uratos e regulando alguns dos vários transportadores moleculares existentes no túbulo renal.

Algumas recomendações:
É muito importante uma ingesta de 1,5 a 2 L de água ao dia como forma de ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;

A modificação do estilo de vida também é bem vinda no acompanhamento ao tratamento, combinando dieta saudável, livre de alimentos industrializados e bebidas alcoólicas (sobretudo cerveja que tem alta concentração de purinas) e rica em frutas, verduras, leite e seus derivados.


Seu médico deve ser sempre consultado para que indique o melhor tratamento para seu caso. O acompanhamento de um nutricionista nesta doença é de muita valía, já que se trata de um distúrbio metabólico que em alguns casos tem como origem a má alimentação.
Leia Mais ››

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dia mundial do AVC: Conheça as causas, sintomas e como evitá-lo.

Em 2006, a OMS proclamou, junto à Federação Mundial de Neurologia o dia 29 de outubro como sendo o dia mundial do AVC. Este emblemático dia tem o objetivo de incentivar a participação de todos, comunidade e profissionais de saúde para melhorar as condições de tratamento e prevenção.

O que é um AVC?
A interrupção do fornecimento de oxigênio e nutrientes, causado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo ao cérebro, seja por um coágulo ou o rompimento de um vaso é chamado de acidente vascular cerebral (AVC).

Quais são suas causas e como posso evitar um AVC?
Basicamente, evitando-se as causas, estaremos também prevenindo a possível ocorrência de um AVC, através de:
  • Prática de exercícios regulares;
  • Redução da ingesta de alimentos de origem animal. Sobretudo suas gorduras;
  • Eliminação ou pelo menos, redução do tabagismo
  • O alcoolismo e o estresse também são importantes fatores de risco;
  • Para aqueles maiores de 40 anos, é importante que pelo menos uma vez por ano realizem controle da pressão arterial, análises de glicose e colesterol no sangue;

Como posso identificar um AVC?
Você pode fazer toda a diferença no auxílio imediato a alguém que esteja sofrendo um AVC. Se você percebe que a pessoa apresenta fraqueza repentina ou dormência da face, braço ou perna, na maioria das vezes de um lado do corpo, já pode ficar alerta! Incluem-se também sintomas como confusão, dificuldade para falar ou entender a fala; dificuldade de enxergar com um ou ambos os olhos; dificuldade em andar, tonturas, perda de equilíbrio ou coordenação; dor de cabeça forte, sem causa conhecida; desmaio ou perda de consciência. O primeiro a fazer é chamar socorro através do 192 e monitorar os sinais vitais do paciente enquanto espera.

Se houver condiçoes, conduza a pessoa diretamente ao hospital. O fator tempo é crucial para que o tratamento seja efetivo e as sequelas as menores possíveis.

Sequelas:
A falta de oxigênio ao cérebro pode danar os neurônios de maneira irreversível. As sequelas irão depender da zona afetada do cérebro e o grau de lesão. Dependendo da magnitude do acidente pode haver morte súbita.


O dia mundial é apenas simbólico e nos faz o alerta para uma campanha que deve durar o ano inteiro, no dia-a-dia de cada um de nós. Temos muito a ajudar!


Leia Mais ››

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Convivendo bem com a Osteoporose

É cada vez mais comum vermos mulheres acima dos 45 anos de idade com osteoporose. Seja na família, em grupo de amigos, conhecidos ou pacientes que recorrem à farmácia.

Isso porque a expectativa de vida vem aumentando cada vez mais e com ela as mudanças nos hábitos de vida. A mulher hoje em dia, ocupa um papel duplo, na família e na sociedade. A falta de tempo faz com que as vezes comamos qualquer coisa na rua, deixemos de praticar atividades físicas e isso se seguramente se refletirá na saúde. Em especial, no caso das mulheres, justamente quando inicia-se o período da menopausa.

Na maioria dos casos existe perda de cálcio por falta de hormônio feminino (estrógeno) na fase da menopausa, e que se associa a ingestão baixa de cálcio nutricional e sedentarismo.

Prevençao:
Pelo fato de que os pacientes não apresentem os sintomas prévios à aparição de fraturas osteoporóticas, é de extrema importância o acompanhamento com seu médico, através de exames de densitometria.

Além de se estabelecer uma dieta rica em nutrientes que ajudam a fixar o cálcio nos ossos (verduras escuras, óleos de fígado de peixe, ovos), já está demonstrado que a atividades físicas regulares (exercícios aeróbicos, musculação e outros esportes) estão intimamente ligadas à diminuição da perda do cálcio pelos ossos.

O cálcio proveniente do leite, na minha opinião pessoal, é um tanto quanto controverso. Populações de países asiáticos são os que menos consomem leite e seus derivados, no entanto são os que apresentam menor taxa de osteoporose em mulheres em idade acima de 45 anos.

Toda ingesta de cálcio, para que seja efetiva, deve ser acompanhada de exposição ao sol (antes das 10 da manhã, de 15 a 20 minutos, sem filtro solar). Tomar Sol é fundamental para a produção de vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio do organismo.

Tratamento:
O tratamento vai ser pautado de acordo com o diagnóstico feito pelo seu médico.
Atualmente existem no mercado fármacos moduladores da fixação óssea e suplementos vitamínicos a base de cálcio.

Apesar de todos eles diminuírem a velocidade de perda óssea, e ajudar no aumento da mineralização do novo osso, nenhum medicamento é igual ao outro. Existem apresentações em comprimidos, outros são injetados e alguns são administrados através de spray nasal.

Dica importante - Como tomar os comprimidos de Alendronato:
Os comprimidos devem ser tomados com um copo de água, meia hora antes do primeiro alimento, bebida ou medicamento do dia. Deve-se ficar na posição vertical por 30 minutos, no mínimo, após a ingestão, e até que se faça a primeira refeição do dia.

Com estas recomendações de prevenção e tratamento, já poderão divulgar e compartilhar, com os inúmeros conhecidos que convivem com a osteoporose, uma forma de encará-la sem medos e com melhor qualidade de vida!

Leia Mais ››

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Como utilizar o Paracetamol? Chaves para o êxito terapêutico

Depois de um dia cansativo de trabalho, você chega em casa, e tudo o que mais quer é sentar-se no sofá e desfrutar da sua tv, brincar com seu filho, ou nada além de descansar a mente. Muitas pessoas não conseguem, simplesmente porque estão com uma dor de cabeça terrível, uma dor de dente ou muscular, que naquele dia está insuportável.
Procuramos por remédios que temos em casa e, diante de uma infinidade de cartelas sem terminar, não sabemos qual escolher e nem como devemos tomá-los.
Um dos medicamentos que a grande maioria das pessoas tem presente em sua caixinha de primeiros auxílios é o paracetamol. Tomado da maneira correta, e na dosagem adequada pode transformar o seu dia.

Mas, você sabe como tirar o maior proveito deste coringa? Abaixo estão relacionadas as questões chave para o seu uso correto:

Para que serve?
É um Analgésico para tratar a dor.

Em que quantidade devo tomar?
Entre 300 mg e 600 mg, cada 4-6 horas.

Quando se deve tomar?
Deve-se administrar o quanto antes, assim que notar o surgimento da dor, repetindo a toma a cada 4 ou 6 horas.

Como tenho que tomar?
Administra-se por via oral, engolido com agua, como ou sem alimentos, a pesar de que os alimentos podem desacelerar a absorção porque diminuem a motilidade gastrointestinal.

Durante quanto tempo se deve tomar?
Enquanto exista dor ou até que se faça uma revisão do tratamento com seu médico ou farmacêutico.

Contraindicações
Hipersensibilidade ao paracetamol
Doenças hepáticas

Precauções
As precauções a se considerar na administração do paracetamol são:
  • Naqueles pacientes que tomem habitualmente álcool, a dose máxima não deveria ultrapassar os 2g de paracetamol ao dia.
  • Nas mulheres grávidas, o paracetamol é o analgésico de escolha, sempre que se tome em dose terapêutica e durante curtos períodos.
  • Para poder oferecer uma boa informação aos pacientes, é importante ter em conta aquelas formas farmacêuticas que contenham sódio e/ou sacarose de forma a evitá-las em pacientes hipertensos e/ou diabéticos, respectivamente.
  • As doses diárias superiores a 4 g são hepatotóxicas.
  • Em caso de doença renal crónica não é necessário ajustar a dose, mas se recomenda aumentar o intervalo de administração.
  • Os pacientes que sofrem doença hepática crônica poderiam utilizar as doses terapêuticas unicamente se o quadro está estabilizado.

Efeitos Adversos
Os efeitos adversos que se podem observar com o uso do paracetamol são raros e normalmente leves. Entretanto, deve-se ter em conta que a possível aparição de efeitos está descrita:
  • Cardiovasculares: hipotensão
  • Dermatológicos: erupções cutáneas
  • Endocrinológicos: secreção alterada do hormônio antidiurético e hipoglicemia
  • Gastrointestinais
  • Hematológicos: anemia
  • Hepáticos: cirrose e insuficiência hepática em alcoólicos
  • Imunológicos: reações anafiláticas
  • Renais: insuficiência renal em alcoólicos
  • Respiratórios: asma

Sobre a intoxicação por paracetamol, deve-se recordar que é suficiente uma única dose de mais de 6g em um adulto ou uma ingestão crónica de doses diárias de mais de 4g. Durante as primeiras 24 horas, a intoxicação pode ser assintomática ou produzir enjoo, vômitos e mal estar geral. A partir das 24 horas se produz dano hepático; no terceiro ou quarto dia se alcança dano hepático máximo e aparece insuficiência hepática fulminante, encefalopatia, coma e morte. O antídoto é a N-acetilcisteina administrada IV e é básico iniciar este tratamento de maneira imediata. Não deve tardar mais de 8-10 horas desde a ingestão massiva de paracetamol, já que, depois deste período, o efeito protetor da acetilcisteína se reduz a praticamente nulo a partir das 15 horas.

Interações
As interações mais destacadas são aquelas que podem contribuir para o aumento da hepatotoxicidade, sendo as mais relevantes a ingestão conjunta com:
  • Anticonvulsivantes
  • Isoniazida
  • Zidovudina
  • Álcool
É importante recordar que doses diárias de mais de 2 g de paracetamol durante longos períodos de tempo podem contribuir para um aumento do efeito dos anticoagulantes.

Com estas bases para o uso correto e consciente do paracetamol tenho certeza de que os momentos de dor e mal estar estão com seus dias contados!
Leia Mais ››

sábado, 25 de outubro de 2014

AINEs no Manejo da Dor

Os anti-inflamatórios não esteroides(AINES) atuam pela inibição da enzima ciclooxigenasa (COX 1 e COX 2) que influenciam na síntese de prostaglandinas. Estas, participam nas respostas inflamatórias ao estimular as terminações nervosas da dor.

A inibição da COX-2 é a responsável pelas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antipiréticas.
A inibição da COX-1 é a responsável por provocar os efeitos indesejáveis em nível gastrointestinal.

Existem no mercado apresentações que inibem ambas as enzimas- que são as mais vendidas- e outras que são seletivas para a COX-2, evitando assim os indesejáveis efeitos gástricos.

Em teoria, nenhuma das apresentações deveria ser vendida sem prescrição médica, entretanto, não é isso o que se observa na prática farmacêutica no Brasil.

São indicados para o alívio da dor aguda – dor de dente, musculares- e dor crônica- principalmente em paciente idosos portadores de alguma enfermidade concomitante como pode ser a osteoartrite ou artrite reumatóide.

O sintoma da dor aguda leva muitos pacientes diretamente à farmácia, pela facilidade e rapidez de acesso ao invés de irem ao médico. A maioria dos casos pode ser devidamente orientado pelo farmacêutico, seja indicando um medicamento para o alívio imediato, seja derivando ao médico ou dentista quando pertinente.

Por serem vendidos livremente em farmácias, o consumo de AINEs é muito elevado e vem aumentado desregradamente ao longo dos anos. Princípios ativos como o ibuprofeno estão entre os mais vendidos sem prescrição.

O fato de ser um grupo de medicamentos tão difundido e utilizado, tanto como indicação na farmácia, como automedicação, sobretudo em pacientes idosos, é extremamente importante uma dispensação com critérios de atenção farmacêutica.

Isso porque pacientes idosos, muitas vezes, fazem uso de mais de um medicamento de forma contínua, e este é o principal grupo a que se deve ter atenção. Os principais pontos a que se deve levar em conta são:
  • distúrbios gastrointestinais: idosos acima de 60 anos, pessoas com antecedentes de ulcera péptica e hemorragias no tubo digestivo, uso concomitante de corticoides ou anticoagulantes orais;
  • pressão arterial (já que provocam um aumento de 5 mm de Hg, mais significativo em pacientes hipertensos em tratamento-possíveis interações);
Em todos estes pacientes é recomendável a prevenção através da utilização de mínimas doses efetivas e, quando pertinente, utilizar medicamentos para a profilaxia gastrolesiva (p. ex.:omeprazol).

Através da farmácia podemos orientar de forma efetiva o paciente que ali acude – entre outras ações, com o estudo das prescrições do paciente poli medicado, analisando fatores como a idade do paciente, intensidade e período do aparecimento da molestia- assim, auxiliá-lo no manejo da dor. Também importante avaliar quando derivar este paciente ao médico/dentista. Acima de tudo com intuito de que se crie um vínculo de confiança entre profissional de saúde/paciente.


Leia Mais ››

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Como funcionam os Florais de Bach

Edward Bach nasceu em 1886, foi membro do Real Colégio de Cirurgiões e se formou em medicina. Carreira à que se dedicou durante muitos anos, tanto em seu consultório como no hospital em que trabalhava. Por seu empenho exaustivo, dia e noite, era conhecido como a luz que nunca se apaga. Em 1917 sofreu uma intervenção de urgência devido a uma hemorragia e, após ter alta, seus médicos lhe deram 3 meses de vida. Ao sair dali, começou a se dedicar ao que sempre realmente quis: aos estudos dos florais. Os anos foram passando e ele permaneceu vivo. No lugar de estar esgotado, viu que cada dia estava melhor. Então, concluiu quando fazemos o que nos faz feliz a saúde melhora, e que o estado mental e emocional funciona de forma determinante em nossa saúde.

Segundo Bach, quando o que se pensa e o que se sente estão em desarmonia, aparece a doença.

Em seu reconhecido trabalho, desenvolveu os 38 florais para 38 emoções mais o Sistema resgate. Os 38 florais são iguais para pessoas: bebes, crianças, adolescentes, idosos... e também para animais e plantas.
Atuam de forma suave e trabalham as emoções: ataque de raiva, deprimido, angustia. Tratamento complementário a outros.

Os florais sempre funcionam. Se alguém reclama porque não funcionou, provavelmente não foi corretamente indicado ou administrado.
Não possuem contraindicação, e também não interferem em nenhum outro tratamento. Além de poder ser utilizado em bebes e não apresentar perigo de dependência.

Mas afinal...
Como funciona?

Não é um medicamento nem um placebo. O medicamento é utilizado para o físico, como é o caso das plantas medicinais. As flores serão utilizadas para as emoções: medo, timidez, falta de tolerância, dificuldade a mudanças, raiva insegurança. Especificamente os 38 florais foram divididos em 7 grandes áreas de cura:
-para os que têm medo;
-para os que sofrem de incertezas, duvidas;
-falta de interesse nas circunstancias do presente;
-solidão;
-excessiva sensibilidade a influencias e opiniões alheias;
-para o desalento ou depressão;
-cuidado excessivo com o bem-estar do outro.

Os florais não modificam nossa personalidade mas sim potenciam o que há de melhor dentro de nós para recobrar o equilíbrio. Edward Bach dizia: “O mal ou o erro é um bem fora de lugar.” Em outras palavras, os florais recolocam o equilíbrio no paciente.

Como sabemos quais florais são as necessárias?

Para selecionar os florais de Bach devemos prestar atenção ao binômio: como me sinto X como reajo diante de uma situação ou doença. Assim, profissionais de saúde podem determinar a escolha do melhor floral ou combinação deles para tratar a pessoa e suas emoções neste momento e não somente o sintoma.

Como são feitas?

Existem dois métodos de preparação da tintura madre:
  • Método Solar: com esse método podem ser preparados 20 florais. Consiste em colocar as pétalas em um recipiente de vidro e deixa-las macerando ao sol.
  • Método de cocção: serve para talos e brotos, partes mais duras das plantas, que são colocadas em água e são fervidas. Este método é utilizado para 18 florais.

O líquido resultante tanto do método solar, quanto a do método de cocção, são misturadas em partes iguais com brandy (conservante) para criar a Tintura Mae. E apenas duas gotas desta Tintura Mae, diluídas em 30mL de brandy a 27%, formam o floral que será comercializado nas farmácias.

Como se tomam?

É mais importante a frequência do que a quantidade. Podem ser administradas de diferentes formas:
-diretamente, 2 gotas debaixo da língua: tantas vezes quantas forem necessárias em situações agudas e de forma pontual;
-com água: 2 gotas em um copo d´água ou em uma pequena garrafa que pode ser levada a qualquer lugar;
-frasco de tratamento: combinação de florais, máximo de 6-7. Misturam-se 2 gotas em um mesmo frasco, adiciona-se agua mineral e um pouco de brandy (conservante) – exceto para bebês, e pessoas em tratamentos de alcoolismo. Tomar 4 gotas mínimo 4 veze ao dia.

Importante lembrar que a primeira administração deve ser de manhã em jejum e a última ao dormir.

Os florais também podem ser aplicados como cremes ou loções nos casos de dor, rigidez, inflamação.

O sistema é simples e não agressivo ao organismo. Dependendo de como vivemos as situações do dia-a-dia as quais não podemos modificar, nos sentimos mais ou menos felizes. Com a correta utilização dos Florais de Bach podemos ter uma melhor qualidade de vida.


Para aqueles que ainda não conhecem: vale a pena experimentar!


Leia Mais ››

Seguidores

Powered By Blogger